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Livro sobre desaparecida na ditadura vence Prêmio São Paulo de Literatura

Claudia Lage levou o troféu de melhor romance por ‘O Corpo Interminável’, lançado pela Record.

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo divulgou, nesta quarta, os vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura.

O troféu de melhor romance de ficção foi para “O Corpo Interminável”, que a carioca Claudia Lage publicou pela editora Record. A trama acompanha o jovem Daniel, que reconstitui a história de sua mãe, guerrilheira desaparecida durante a ditadura militar, e pauta a história de violências do país à época do regime.

Lage, que tem carreira também como cronista e roteirista da TV Globo, bateu concorrência forte, com nomes como Milton Hatoum, Julián Fuks, Maria Valéria Rezende, Paulo Scott e Joca Reiners Terron. A sua era a única obra da Record entre os indicados, contra sete do grupo Companhia das Letras.

A categoria de melhor romance de estreia foi para “Paraízo-Paraguay”, do catarinense Marcelo Labes, publicado pela editora Caiaponte.

O livro é sobre a imigração alemã no sul do Brasil, no século 19, e conta o envolvimento de um dos europeus vindos ao país na guerra contra o Paraguai.

Os vencedores receberão, cada um, um prêmio no valor de R$ 200 mil em cerimônia no próximo mês de março. Segundo o secretário Sérgio Sá Leitão, o prêmio é um meio de reconhecer a cultura como tendo “papel essencial e estratégico para o desenvolvimento humano, econômico e social do nosso Estado”.

Fonte: Folha de São Paulo

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