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‘Nova’ Educação

As escolas, com apoio dos dedicados professores, buscam minimizar o inevitável rastro de perdas.

Prestes a completarmos dois meses do enorme desafio enfrentado por nossa sociedade, o que temos aprendido sobre educação formal durante o distanciamento social preconizado para evitar o aumento da propagação da pandemia da Covid-19?

Membro do fim da Geração X, cresci manuseando equipamentos analógicos, rebobinando fitas cassetes com canetas e sabendo ser a aula presencial muito necessária e, até o final dos anos 1990, parecia ser impensável uma metodologia de educação que não fosse sustentada pelo tripé professor-alunos-material didático ali, em sala, sobre as carteiras.

Com a chegada da tecnologia, novas formas de pesquisa foram surgindo, deixando as enciclopédias esquecidas e as mesas de bibliotecas abandonadas, afinal, toda a informação está agora à distância de um clique, com buscadores inteligentes como o Google.

O livro didático pouco a pouco ganhou reforço, como as apresentações em Power Point, os exercícios extras na internet e as lousas digitais. E, a partir dos anos 2010, as grandes empresas de tecnologia, como Apple, Google e Microsoft, vêm lançando serviços virtuais e gadgets para trazer ao universo digital ferramentas consagradas no ambiente analógico, como o quadro negro, ou branco, com gráficos criados com extrema facilidade, tornando a aula mais lúdica e interessante ao aluno.

Mas, mesmo diante de tanta evolução e tecnologia, fomos todos pegos de surpresa com a necessidade de distanciamento social, afinal, guerras não têm data marcada, e a pandemia da Covid-19 é, sem dúvida, uma guerra sanitária; e, também, uma guerra pela vida.

Com a nova realidade, surgem novas práticas, novos problemas e confusões conceituais: é premente a compreensão, neste momento, de que as escolas não estão oferecendo ensino a distância, e nem os pais estão dando suporte aos filhos no método denominado “educação escolar em casa” (do inglês homeschooling). Essas duas abordagens possuem técnicas próprias, exigem planejamento e cuidados específicos. As escolas, com apoio irrestrito dos dedicados professores, com enorme afinco, buscam implementar seus planos de ensino emergencial, síncronos ou assíncronos, de modo a minimizar o inevitável rastro de perdas que a pandemia deixará, em uma tentativa hercúlea não desassistir os alunos. Essa compreensão é fundamental, pois sem esse entendimento, surgirão ainda mais dificuldades para pais, educadores, empresários da educação e gestores de ensino público.

Aos professores, meus aplausos pelo empenho; aos pais, desejo compreensão; aos empresários e gestores da educação, desejo serenidade; aos alunos, deixo os parabéns pela maturidade em lidar com essa situação.

Matéria completa – Diário da Região (16/05/2020)

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