Celebre o Dia do Escritor com 7 obras de promissores autores brasileiros - ABRESC

Celebre o Dia do Escritor com 7 obras de promissores autores brasileiros

Que tal dar uma renovada na leitura e conhecer nomes que estão despontando no cenário literário nacional?

Escolhido em 1960 para homenagear autores e autoras brasileiras, o Dia Nacional do Escritor é celebrado em 25 de julho e foi instituído pelo ministro da Educação e Cultura Pedro Paulo Penido, durante o governo Juscelino Kubitschek. Na época, a data escolhida coincidiu com o I Festival do Escritor Brasileiro, no Rio de Janeiro, promovido pela União Brasileira de Escritores (UBE).

Para celebrar, o Metrópoles elencou sete autores brasileiros em ascensão e suas obras mais recentes. Que tal renovar o repertório de leitura com quem está entrando para o cenário literário nacional?

Ana Martins Marques

A poetisa mineira conta com seis livros publicados, sendo o mais recente uma coletânea de poemas em inglês, This House: Selected poems by Ana Martins Marques. Em 2012, recebeu o Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional na categoria poesia por seu Da Arte das Armadilhas, publicado em 2011.

Em 2015, Ana venceu o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte com seu O Livro das Semelhanças. Seu livro mais recente é Como se fosse a casa: Uma correspondência, co-assinado com o amigo e também poeta Eduardo Jorge. A publicação conta a troca de e-mails entre os dois, quando Ana viveu no apartamento de Jorge enquanto ele viajava pela França.

Bruna Beber

Fluminense radicada em São Paulo, a escritora de 36 anos traduziu autores como William Shakespeare, Sylvia Plath, Lewis Carroll, Eileen Myles, Dr. Seuss e Neil Gaiman, e conta com seis títulos publicados, incluindo o infantil Zebrosinha, de 2013.

Para o público mais maduro, Bruna escreve poesia. Seus poemas já foram publicados em antologias e sites na Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, Estados Unidos, Itália, México e Portugal. A publicação mais recente é Ladainha, de 2017, no qual tenta desconstruir o peso, profundidade e densidade do trabalho poético.

Carol Rodrigues

A carioca Carol Rodrigues venceu os prêmios Jabuti e da Fundação Biblioteca Nacional, em 2015, na categoria contos com sua primeira publicação: Sem Vista Para o Mar. A escritora mora em São Paulo e também trabalha como roteirista e produtora cultural.

Sua segunda publicação é o romance O Melindre nos Dentes da Besta, de 2019. Com ritmo intenso e cativante, as palavras urgentes de Carolina contam uma história de crime e castigo pelos labirintos da memória e da linguagem do protagonista, marcada por paixões e tragédias.

Julián Fuks

Nascido na São Paulo dos anos 1980 e filho de imigrantes argentinos, Julián conquistou, em 2016, o Prêmio Jabuti na categoria romance por seu A resistência. O livro também venceu o Prêmio Literário José Saramago e foi finalista do Prêmio Oceanos.

Seu romance mais recente, A ocupação, é um retorno ao personagem principal de A resistência, Sebastián. A história leva o protagonista a encontros com moradores de uma ocupação de um prédio em São Paulo, além de lidar com a hospitalização do pai e a gravidez da esposa.

Natalia Borges Polesso

A gaúcha tem seis publicações solo e, em 2020, coassinou com outros três autores o romance Corpos Secos, uma distopia pós-apocalítica passada no Brasil. Em 2016, Natalia ganhou o Prêmio Jabuti na categoria contos por seu livro Amora.

A última obra sola publicada pela autora é Controle, um romance de 2019 que conta a história de uma jovem epilética que, cercada de cuidados pelos pais, sofre pelo que não viveu. A narrativa fala sobre relações homoafetivas entre mulheres e, ao mesclar a narrativa com versos de canções da banda New Order, promete encantar leitores que viveram a juventude dos anos 1980.

Sheyla Smanioto

Aos 30 anos, Sheyla Smanioto reúne três publicações: estreou em 2012 com uma coletânea de poesias, Dentro e Folha, seguida, em 2014, pela peça de teatro No Ponto Cego. O primeiro romance, Desesterro, de 2015, venceu o Prêmio Sesc de Literatura e foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura.

Desesterro conta a história de Maria de Fátima, uma mulher criada pela avó em um contexto de profunda pobreza. De dramaturgia carregada, com torções gramaticais e uma desorganização no espaço-tempo, a leitura é como deslizar entre a realidade e o sonho.

Tatiana Salem Levy

Filha de pais brasileiros, Tatiana Salem Levy nasceu em Lisboa às vésperas da Lei da Anistia, quando a família pôde finalmente voltar para o Brasil. Criada no Rio de Janeiro, ela escreve contos e romances e conta com seis obras publicadas.

Publicado em 2017, o título do último livro torna-se ainda mais curioso dado o momento atual: O Mundo não vai Acabar. A coletânea de crônicas tem viés político com forte conteúdo literário, abordando o mundo de hoje, com suas injustiças e conflitos.

Fonte: Metrópoles [link da matéria completa aqui]