João Paulo Vani lança o livro “Terror e Trauma na literatura” - ABRESC

João Paulo Vani lança o livro “Terror e Trauma na literatura”

João Paulo Vani promove noite de autógrafos do seu novo livro, com a proposta de disseminar conhecimento, nesta terça-feira, no Riopreto Shopping; exposição com fotos também entra em cartaz

Depois de lançar o livro ‘Terror e Trauma na literatura: do 11 de setembro às marcas na alma’ dentro da programação da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, o jornalista e editor João Paulo Vani, fundador da Academia Brasileira de Escritores (Abresc), apresenta a obra em Rio Preto. A noite de autógrafos e bate-papo será nesta terça-feira, 4, às 19h30, no Riopreto Shopping Center.

Vani conta que a obra teve como origem a sua dissertação de mestrado, cujo título original é O evento 11 de setembro: (re) criação da história no romance Extremely Loud & Incredibly Close (2005), de Jonathan Safran Foer. “Depois de dois anos pesquisando o assunto, com experiências bacanas tanto em congressos internacionais quanto em minha visita a Nova York, para as celebrações do 11 de setembro no ano de 2012, decidi reescrever o texto acadêmico, deixando-o mais palatável ao público geral, para que as pessoas pudessem ter acesso às minhas reflexões sobre terror e trauma, temas que fazem parte do cotidiano do sujeito do século XXI, o sujeito da sociedade pós-moderna”.

Com 236 páginas, livro foi publicado pela EDUC, editora da PUC-SP. O escritor explica que, ainda que tenha sido reescrito e se tornado mais brando o aspecto acadêmico, o livro é uma crítica literária. “Oferece análises do romance que analisei, cujo autor é Jonathan Safran Foer, autor judeu-americano, e faz algumas provocações, cujo objetivo é promover a reflexão. Além do 11 de setembro, o leitor encontrará referências à Segunda Guerra Mundial – como o bombardeio incendiário a Dresden, na Alemanha, e o lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki”.

O escritor afirma que há também elementos da cultura judaica e questões universalizantes. “Daquelas que podem aparecer em qualquer família que passe pelo trauma de perder seu provedor, exatamente como aconteceu à família de Oskar, o narrador-personagem de 9 anos cujo pai foi vítima dos ataques terroristas às Torres Gêmeas”.

Vani conta que decidiu estudar o terror e o trauma por um motivo especial. “Por mais que possa ser emocionalmente desgastante o exercício de me debruçar sobre eventos traumáticos da humanidade, acredito que esse tipo de estudo, de análise, e de divulgação, é de fundamental importância, para que a sociedade jamais se esqueça dos males perpetrados por nazistas, fascistas, comunistas e terroristas. Tão importante quanto a contribuição acadêmica, deve ser a contribuição social e, para isso, a abertura dos veículos de imprensa é fundamental”.

O escritor tem mais de 250 artigos publicados em jornais e revistas, alguns no Diário da Região, sobre questões que envolvem terrorismo, nazismo, genocídios e o perigo do totalitarismo que voltou a rondar o mundo no século XXI. “Se no mestrado tive como foco as análises acerca do evento do 11 de setembro e de um episódio particular da Segunda Guerra, os bombardeios incendiários a Dresden, no doutorado ampliei esse escopo e estou trabalhando com a identidade judaica e o Holocausto, analisando obras que tratam não apenas do extermínio aos judeus perpetrados pelo Estado Nazista, mas também do Holodomor, o genocídio ucraniano perpetrado pela União Soviética, sob a batuta de Josef Stalin”.

O processo de criação do livro demorou três anos. “Entre 2012 e 2013 realizei meus estudos de mestrado e escrevi minha dissertação; depois disso, entre a segunda metade de 2016 e a primeira metade de 2017, reescrevi o material, que estava adormecido: inverti a ordem original, fragmentei capítulos e submeti o resultado à apreciação da editora. Para minha alegria, a obra foi aceita pela primeira editora a recebê-la, justamente a número um da minha lista”.

O livro é indicado, em primeiro lugar, aos leitores apaixonados por narrativas que remetem a questões históricas, para que possam compreender como um episódio como o 11 de setembro se converte em fato histórico, ou como uma nova abordagem de acontecimentos como os bombardeios a Dresden ou a Hiroshima e Nagasaki permitem ao leitor múltiplos entendimentos e muita reflexão. “É indicado também a profissionais e estudantes de História, Letras, Jornalismo, Filosofia, enfim, a todos aqueles que atuam na área de humanas”.

Paralelo à noite de autógrafos, será lançada a exposição fotográfica 11 de setembro: uma ferida que ainda sangra. A mostra reúne 16 painéis com trechos extraídos do livro e 20 fotos de Vani, que é um apaixonado por fotografia. “As imagens foram registradas entre os dias 11 e 12 de setembro de 2012, quando estive em Nova York para as celebrações de 11 anos dos atentados e pude andar por toda a área do Ground Zero, ver toda a movimentação daqueles que buscam, de alguma forma, prestar suas homenagens”.

No local, Vani afirma que pode conversar com pais que perderam seus filhos, ouvir o silêncio ensurdecedor que tomou conta das ruas, quando no horário exato do colapso da primeira torre, os militares fazem o toque de silêncio e só é possível escutar choro e soluços. “Além disso, pude visitar o 9/11 Memorial no dia 12 de setembro e observar – e registrar – as homenagens deixadas pelos familiares”. A mostra ficará aberta para visitação até o dia 11 de setembro no centro de compras.

 

Serviço

  • Lançamento do livro Terror e Trauma na literatura: do 11 de setembro às marcas na alma, de João Paulo Vani. Nesta terça-feira, 4, às 19h30, no Riopreto Shopping.

Acesse a matéria completa clicando aqui. (Por: Francine Moreno)

 

Assessoria de Imprensa/Abresc